Espaçonave japonesa abre nova cratera em um asteroide

Uma amostra do corpo poderia explicar mais sobre o surgimento da vida no espaço

Uma espaçonave japonesa, a cerca de 186 milhões de quilômetros da Terra, lançou explosivos em um asteroide na noite passada. O resultado foi uma cratera na superfície do mesmo. Eventualmente, a espaçonave inspecionará a abertura feita — e pode até coletar uma amostra, o que ajudaria os cientistas a aprender mais sobre o interior do asteroide.

O veículo espacial usado é a Hayabusa2, operada pela Japan Aerospace Exploration Agency. Lançada em 2014, a nave viajou para um asteroide próximo da Terra, chamado Ryugu, e está circulando ao seu redor desde o ano passado. A missão do veículo é coletar amostras de material e trazê-las à Terra para estudos. No entanto, a espaçonave está usando alguns métodos únicos para atingir seu objetivo — inclusive enviou alguns robôs que estavam no asteroide ao longo de sua jornada.

Em setembro, a primeira grande manobra de Ryugu envolveu a implantação de um par de robôs cilíndricos nele, que ricocheteavam ao redor de sua superfície. A intenção era coletar dados e imagens de Ryugu. Algumas semanas depois, uma caixa robótica foi deixada no asteroide. Ela também estudou seu terreno. Finalmente, em fevereiro, a nave Hayabusa2 aproximou-se lentamente para a superfície do corpo espacial e disparou um projétil contra a rocha, enviando materiais que disparavam dentro do coletor do veículo .

Ontem à noite (04), a Hayabusa2 foi incumbida de atacar o asteroide com um pouco mais de força. Depois de abaixar-se lentamente em direção à superfície do Ryugu pela segunda vez, a Hayabusa2 enviou uma bomba com pequenos explosivos em direção à superfície e, em seguida, moveu-se para uma distância segura para evitar atritos. O dispositivo, chamado Small Carry-on Impactor (SCI), foi implantado na rocha horário previsto — e Hayabusa2 ainda tirou uma foto dele em direção ao asteroide.

O tamanho da cratera resultante ainda será determinado, mas dadas as circunstâncias, a cratera poderia ter cerca de 32 pés de diâmetro.

A Hayabusa2 registrou toda a ação. Quando estava a menos de um quilômetro de distância, a espaçonave utilizou uma câmera para capturar a explosão, observando a criação da cratera e os detritos resultantes. As imagens ajudarão a equipe da Hayabusa2 a encontrar a cratera posteriormente.

 

HAYABUSA2@JAXA@haya2e_jaxa

[SCI] This is an image taken with the wide angle optical navigation camera (ONC-W1) immediately after (few seconds) the separation of the SCI. The retroreflective sheet on the SCI glows white due the image being shot with a flash. This showed the separation was on schedule.

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HAYABUSA2@JAXA@haya2e_jaxa

[SCI] The deployable camera, DCAM3, successfully photographed the ejector from when the SCI collided with Ryugu’s surface. This is the world’s first collision experiment with an asteroid! In the future, we will examine the crater formed and how the ejector dispersed. pic.twitter.com/eLm6ztM4VX

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Depois que todos os destroços se estabilizarem, o veículo espacial retornará ao local. E uma decisão deverá ser tomada pela equipe: pegar ou não uma amostra de dentro da cratera criada? Obtê-la seria ideal, já que permitiria a coleta de um material que não foi exposto ao espaço por bilhões de anos. O ponto principal aqui é o estudo, a pesquisa — especificamente, aprender mais sobre os tipos de materiais que existiam no início do Sistema Solar.

Acredita-se que os asteroides sejam remanescentes da vizinhança cósmica que permaneceram relativamente inalterados desde que os planetas se formaram — há 4,5 bilhões de anos. Os materiais dentro do Ryugu são talvez os mais inalterados de todos, já que não foram desgastados pelo ambiente espacial.

O material dentro desta nova cratera pode conter alguns segredos detalhados de quais tipos de materiais existiam há muito tempo. Isso poderia dizer um pouco sobre como a Terra e como surgiu a vida por aqui.

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