Bitcoin atinge menor preço em 13 meses e moedas despencam

Operando estável desde a última queda, que fez o bitcoin atingir o menor preço de 2018, a criptomoeda voltou a operar em baixa nesta segunda (19) e atingiu o menor preço desde outubro de 2017, negociando próximo dos US$ 5.200.

No Brasil, o BTC opera em queda de 3,73% no dia e é negociado a R$ 20.070, atingindo também a mínima anual.

Gráfico semanal BTC/BRL

A queda do bitcoin na semana passada conciliou com o hard fork do bitcoin cash, que foi considerado um dos motivos responsáveis. A disputada do hard fork ainda continua. O Bitcoin Cash SV atualmente está com vantagem sobre o ABC no poder computacional, com 51%.

Outro fator interessante é que, pela primeira vez na história do bitcoin, o hash rate da rede está em queda por mais de um mês. Ao que se observa, diversos mineradores estão desligando suas máquinas por não estar mais sendo rentável devido a alta dificuldade e ao baixo preço da criptomoeda.

Na semana passada, o Crypto Rand, uma trader e analista de criptomoedas bem reconhecido, afirmou que o próximo intervalo provável para o BTC é entre US$ 4.800 e US$ 5.200, especialmente se o BTC não conseguir se recuperar rapidamente da baixa da região de US$ 5.000 para o nível de resistência de US$ 6.000.

“Não há sinais de fundo. Alvo na faixa de US$ 4.800 a US$ 5.000”, Rand reafirmou sua posição sobre a tendência de curto prazo do BTC, explicando que os indicadores técnicos do BTC não estão demonstrando qualquer sinal de já ter atingido um fundo.

Criptomoedas acompanham a queda

O mercado todo está operando em forte queda e também atingiu o menor patamar desde outubro de 2017, US$ 173 bilhões.

O token XRP, da Ripple, é o que melhor está resistindo aos últimos dias e, após ultrapassar o ETH, está conseguindo se manter na segunda posição. A maioria dos criptoativos opera em quase superior a 20% nos últimos sete dias.

(Foto: Portal do Bitcoin)

O Bitcoin, que estava cotado a US$ 6,3 mil na quarta-feira (14), baixou para US$ 5,3 mil em menos de 24 horas — Foto: Divulgação

Uma “batalha virtual” vem sendo travada desde quinta-feira (15) para decidir o futuro da criptomoeda Bitcoin Cash (BCH), uma derivação do Bitcoin criada com o intuito de tornar a moeda mais utilizável no dia a dia. A moeda passa por reformulações periódicas, mas, desta vez, dois grupos divergem sobre o que deve ser modificado. Um dos grupos prometeu tentar forçar a rede a adotar a sua versão da moeda utilizando um “ataque de 51%”.

O Bitcoin, que estava cotado a US$ 6,3 mil na quarta-feira (14), baixou para US$ 5,3 mil em menos de 24 horas. A moeda segue por volta dos US$ 5,6 mil neste sábado (17). O Bitcoin Cash, a moeda que está em disputa, caiu de US$ 520 para US$ 400 e muitas das casas de câmbio (“exchanges”) de criptomoedas congelaram envios, recebimentos, depósitos e saques em Bitcoin Cash.

O “ataque de 51%” é uma fragilidade intencional do Bitcoin e da rede blockchain usada pelo Bitcoin. Nessa rede, as transações são incluídas em “blocos” que devem trazer uma solução para um problema matemático em um processo chamado de “mineração”. O desafio matemático existe para garantir que a somatória do poder de processamento dos participantes da rede decida, de maneira democrática, os “caminhos” do Bitcoin.

Porém, quando um só indivíduo ou grupo hegemônico possui mais que 51% de todo o poder de processamento que soluciona o cálculo exigido pelos blocos da rede, esse grupo tem força para determinar a maioria dos blocos válidos, criando a possibilidade do “ataque de 51%”.

Com essa capacidade, alguém poderia evitar a criação de blocos que não aderem a um determinado padrão, por exemplo. Mesmo que um bloco seja criado fora desse padrão por outras pessoas, o poder de processamento de 51% garante que, vez ou outra, dois blocos serão resolvidos em sequência por esse grupo controlador, isolando blocos criados por outras pessoas da rede.

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Apenas mais um fã da grande rede , um maluco pela internet que passa grande parte do tempo conectado sempre a procura de novidades online , e sempre achando já que a rede é movida por novidades ...

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