introdução hacker

Introdução : O mundo hacker
Apesar do medo que a palavra hacker induz em nossa sociedade, é necessário que se entenda que esta cultura está cada vez mais participando da vida de cada um de nós. Eles, tão hediondos para a mídia especializada e não especializada, começam a mudar conceitos que durante anos e anos estiveram arraigados como valores não mutáveis de nossa sociedade.
Bem, mas quem são os hackers ? De acordo com documentos especializados nos mesmos, e em newsgroups[1] especializados no assunto, nota-se que o hacker se caracteriza principalmente pela inquietação intelectual, e pelo desejo incansável de solucionar problemas. A genialidade destes informatas[2] é o que assusta a sociedade. Com computadores nas mãos eles podem causar desde panes em sistemas, até entender profundamente o sistema e todo o funcionamento de algo em sua empresa.
Esta característica, é inerente ao termo hacker desde o seu início. A palavra hacker surgiu nos anos 50, no MIT ( Massachussets Institute of Tecnology). O termo deriva da palavra hack, que era empregada para definir as atividades de alta tecnologia com os quais se ocupavam os estudantes do Comitê de Sinal e Poder. Ou seja, a palavra designava os criadores do que temos hoje em termos de tecnologia.
Felizmente, o termo hacker também vai muito além da tecnologia. A termologia hacker pode ser usada para todos aqueles que tem controle alto de alguma relação de trabalho humana. Exemplos ? Einstein, foi um dos maiores hackers da física que já existiram, Nietzche um hacker da filosofia, Neil Peart ( exímio baterista da banda Rush, de rock progressivo ) é um hacker da bateria. Logicamente, o hacker central deste texto é o hacker da computação, mas deve-se deixar claro que os hackers não somente se concentram na tecnologia, estando também em todas as formas de relacionamento humano que incluam o intelecto.
Na computação, temos diversos tipos de hackers. Enumerarei nos próximos parágrafos os tipos mais importantes de hackers que conhecemos. Carders : são aqueles que fazem compras com cartão de crédito alheio, ou seja, os carders tem uma grande facilidade para fazer compras na internet. Podem, desde gerar o número aleatoriamente com programas específicos, ou então, roubar imensos bancos de dados[3] de lojas virtuais e usá-los em seu prazer próprio.
Hackers : quando invadem não gostam de destruir. O prazer do hacker está em descobrir o novo, criar soluções, sanar sua sede de curiosidade. São pessoas de genialidade extrema e que somente querem descobrir.
Crackers : são os que a mídia tanto adora, ao contrário dos hackers, o prazer do cracker está em invadir e destruir todo o sistema ( logicamente após executar o download[4] daquilo que achar mais importante para si ). São também geniais, mas podem causar muita dor de cabeça a muitas pessoas, principalmente os administradores de sistema.
Phreackers : são aqueles que praticam o phreacking, em poucas palavras, seria um hacker da telefonia. São poucos, pois, é necessário um alto conhecimento tanto de computação quanto de telefonia.
Lammers : são aqueles hackers que estão adentrando na filosofia e normalmente não conhecem muito sobre o que estão fazendo. Utilizam-se de ferramentas pré-fabricadas, ou seja, não implementam ( fabricam), suas próprias soluções para problemas seus e por exemplo, de invasão de algum sistema. A maioria dos pseudo-hackers que povam a internet, são esses.
Retornando a história hacker, durante a década de 70 os hackers se ocuparam do desenvolvimento de compiladores[5], debugs [6] e programas[7] para a recém- criada área de informática. Nessa época também nasceu o movimento ideológico e ético hacker. Computadores eram peças intangíveis para a maioria das pessoas, por isto o movimento ficou restrito a poucos estudantes sonhadores.
De fato, existe um código de responsabilidade não escrito, mas que de uma certa forma cede os parâmetros do modus operandi hacker. Esse código, socializador, de abertura e descentralização"(Levy, 96:30) foi compilado dentro do MIT por volta dos anos 60, recebendo influência direta do período em que foi compilado. Basicamente, são seis os vetores principais ( baseado na versão original encontrada no Servidor Web do Massachussets Institute of Tecnology ) .
1 - O acesso a internet e aos computadores deve ser ilimitado e completo. A alfabetização tecnológica do povo é o caminho para o conhecimento e o conhecimento é a chave para a libertação.
2 - Toda informação, sem excessão, deve estar disponível para todos. A divisão da informação é um bem pontente para o crescimento da democracia e contra o controle político da elite tecnocrata. O dever ético do hacker é a repartição de seu saber com o resto da comunidade apartada da sociedade. O copyright é um conceito superado.
3 - Furtos, destruição de privacidade, vandalismo e dano a sistemas de informática ferem a ética hacker. Invadir sistemas com o intuito de explorar e se divertir é eticamente correto. 4 - Questionar as autoridades. Promover a descentralização. A burocracia industrial, governamental e universitária, é inconciliável com o espírito de pesquisa construtiva e inovadora hacker. A utopia hacker é levar o computador às massas (Levy, 1996:310).
5 - O hacker deve ser julgado por seus atos e não por critérios de qualificação, etnia, gênero ou status social.
6 - Com um computador se cria arte. Ele é a extensão ilimitada da sua própria imaginação pessoal. O computador e a Internet são as novas armas de transformação e construção da realidade. E o dever do hacker é evitar que eles se tornem instrumentos de opressão.
Outro ponto que deve ser discutido é também a existência de uma organização social no meio hacker. Originalmente, o hacker interage com os demais dentro de uma estrutura anarquista, sem liderança forte ou padrão rígido a seguir. Geralmente, associam-se em pequenos grupos, que trocam informações entre si, mas que agem isolados. Dentro deste grupo menor, há um líder, mas como organizador apenas, senão violaria as premissas de descentralização e antiautoritarismo.
A finalidade é sempre desbravar novos horizontes, mesmo que o objetivo principal seja a infiltração de novos valores para a sociedade hacker, a contra-cultura.
A contra-cultura cerca a cultura vigente através de uma rede especial de comunicação ( hoje a internet ), rituais, práticas comportamentais peculiares, formas de expressão e representação.
Bem, esta cultura que se formou durante os anos 60 e 70, teve o começo de seu auge na décade de 80. Bem, na década de oitenta o PC, foi criado. A criação do PC se deu principalmente pela chegada do chip integrado[8]. Dois dos hackers que tornaram isto possível foram Clive Sinclair e Steve Wozniac ( um dos fundadores da Apple ). Com isto o privilégio de universitários e grandes empresas foi levado finalmente ao grande público.
Com isto a proliferação da informática pelo mundo se tornou extremamente crescente e assim, o número de pessoas que dominavam o computador também. Com isto, hackers começaram a surgir de todos os cantos do mundo, já que o computador se tornava mais acessível a uma parcela muito maior de pessoas.
A décade de 90 chegou, e com ela a popularização da informática, principalmente após o advento da internet, um boom que trouxe muita coisa de novo para o mundo.
Esta grande rede de computadores foi que trouxe, a esta década uma mudança de paradigmas dos mais diversos tipos, e uma análise mais geral do conceito internet deve ser feita com mais profunidade.
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